Ah Zé…

Ah Zé! Nossos caminhos se perderam junto com uma trilha que construíamos. O passado, hoje, já não significa mais nada. Perdemos as juras, as horas, as lembranças. A alegria enegreceu. Ah Zé! Seu sorriso já não radia amor, não mais! O meu não é mais tão sincero, também! Ah Zé! O silêncio é tão cruel… ouço aquela melodia e olho a lua minguante… não estamos mais vivos. Ah Zé! O que fizemos de errado? Ah Zé! Vamos esquecer o que lhe disse antes… fingir, ou melhor, atuar um passado que não existiu? É melhor. Vou apagar as linhas que escrevemos… um dia, se for oportuno eu lembro. Mas hoje, hoje não! Vou permitir que as coisas andem, e não me arrependerei, quando o caminho a trilhar, o passado, os risos, as juras, as horas, as lembranças e o amor forem parte da liberdade, aí sim seremos eternos amantes. Porque o que importa é continuar caminhando.
Se uma hora a maré acalma, a tempestade acaba e o medo encoraja, quem somos nós para ficarmos presos ao que não se pode mais? Ah Zé… quem és tú, querido Zé? Não sei. Foi uma flor que catei por aí e que tinha um perfeito odor… ou um pássaro que disse ficar, mas se foi? Ah Zé, Zé, Zé…

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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