Antigos tormentos

Espaços escaços dentro do meu eu
Ser quem não pude e manipular o agir
Perder a razão do medo de sentir
Querer esconder o que não sei fingir.
Entre as frestas da porta eu fecho
O que se permite de modo fatal
Simplesmente escondem-se os eixos
De tantos atos inatamente rotineiros.
Busquei o amor e nele me perdi
Contas de um rosário me refiz
Ó lua que brilha e ascende
Diga que estes espaços se perdem
E o começo do fim é o não
E o sim que não vem do coração
Se perder nas encostas, e esconder as amostras
Dizer que se vai e permanecer
Manipular o que não se pode
E na prima-Vera florescer a
Luz do arco íris pertencer
À insanidade dos meus movimentos
que vão seguindo os meus antigos tormentos.

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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