Antigos tormentos

Espaços escaços dentro do meu eu
Ser quem não pude e manipular o agir
Perder a razão do medo de sentir
Querer esconder o que não sei fingir.
Entre as frestas da porta eu fecho
O que se permite de modo fatal
Simplesmente escondem-se os eixos
De tantos atos inatamente rotineiros.
Busquei o amor e nele me perdi
Contas de um rosário me refiz
Ó lua que brilha e ascende
Diga que estes espaços se perdem
E o começo do fim é o não
E o sim que não vem do coração
Se perder nas encostas, e esconder as amostras
Dizer que se vai e permanecer
Manipular o que não se pode
E na prima-Vera florescer a
Luz do arco íris pertencer
À insanidade dos meus movimentos
que vão seguindo os meus antigos tormentos.

Autor: Aguida Leal

Olá, meu nome é Águida Leal, tenho 27 anos e criei esse blog para compartilhar minha visão romântica da vida. Minhas paixões me guiam a momentos únicos e percebi que as pessoas gostam de ler sobre a vida.

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