Da consciência ao teu eu

Do que era feito a insegurança daquele jovem? O amor nem sempre traz consigo tantos males. Há quem sabe viver dele por toda uma vida. Aquelas lagrimas que corriam nada mais eram que medo! Medo do toque da mão dela, medo da respiração ficar ofegante, medo daquele olhar descobrir o erro de sua vida. Erro que jamais cometeria de novo. Não sabia provar as delícias do amor, não sabia degustar a insegurança. Cada passo em falso era uma certeza de que estava no lugar errado, na hora errada com a pessoa errada, mas era só enganação de sua própria mente que não sabia entender o porque de tanto amor dentro de si prestes a transbordar. Ele engolia em seco, as palavras saiam com dificuldade (quando saiam). Não havia energia, não havia ânimo, era um poço de preguiça! Preguiça de viver!!! Mas o amor é algo profundamente contagiante e sua mente não podia simplesmente bloquear aquilo tudo!! Não, não!!! Era necessário enxergar a alma que estava no mais profundo interior de seu corpo. Uma alma que de tão esquecida já tinha medo de sua própria sombra.
– Querido, por que estais tão assustado? Sou eu, tua consciência! Lhe acordo para que possa olhar naqueles olhos negros e arregalados o que guardas em ti. Tuas fraquezas, tuas inseguranças, teus medos!! Aqueles olhos são os únicos que podem cicatrizar tuas dores e curar tuas feridas! Naquela alma alí existe a resposta para a tua vida, aquela resposta que tanto procurastes! Não posso te dizer que vai ser fácil, simples ou alegre! Alguns momentos vais querer matar a dona daqueles olhos, algumas vezes vais querer fugir daqueles braços, mas serão aqueles braços que irão te aquecer por toda uma noite. Noite esta que será fria como o polo norte! Aquela alma, aqueles olhos, aquela garota vai te fazer feliz, mesmo que não percebas, mesmo que não aceite, mesmo que não queira ver! É ela! Não espere mais. Eu já não suporto tuas lágrimas e teus questionamentos interiores. Mas sei que com ela ao teu lado, consigo fazer meu trabalho de uma maneira melhor e mais fiel. Isso, claro, se eu não me entregar àqueles olhos redondos, grandes, assustados, brilhantes, engraçados e tão… tão você.

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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