Esperar

Que se passem as horas, os ventos e a brisa
Que conforte o medo, as mágoas, a falta
Que se pare no tempo o momento final
Que venham remando, pescando, nadando
Perdendo o meu chão
Se me perco e desmonto ao entregar
O que se prende e se defaz
Com os passos dos ventos que contam momentos
Em dados espaços escalam tormentos
Quem contam os tempos em chãos disfarçados
As horas não passam e são tantas as faltas
Espero a hora, mas a hora não chega
Em quanto tempo vivo este instante? 
Me perco, não entendo, me estendo
Conto, contanto quem serei eu? 
Remem, barcos, até a margem
Há recompensa do outro lado
Esperar nunca rendeu tanto:
Tanto medo
Tanta falta de fé
Tanto excesso de eu, mim, você.

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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