Mariazinha

Óh Mariazinha! Esperava mais de ti… por que desistiu tão rapidamente dessa felicidade? Segurei tuas mãos nos dias mais dolorosos, nas manhãs chuvosas te cobri com minha jaqueta, nas noites mais escuras eu clareava teus medos, nas sombras das árvores eu te abracei e nos momentos mais se graça te fiz sentir-se especial. Óh Mariazinha! Pequenina Maria… eu estava aqui quando aquele louco partiu seu coração, estava aqui quando teve fome de diversão e estava aqui quando chorava sem parar porque seu pai tinha partido. Maria, estive ao teu lado quando ninguém mais estava. Te dei tudo o que pude, te dei muito além do que sabia que tinha… e quando estava prestes a desistir de tudo você me surpreendeu com um beijo. Óh pequena!! Me perdi nos teus lábios sem querer retornar a vida. E a vida foi tão cruel comigo que não pude culpar somente a ti. Seus cachos negros me faziam sonhar com a felicidade, mas essa felicidade era de mentira… você não queria acompanhar-me nos sorrisos diurnos e nem nos cochilos noturnos em frente a um daqueles filmes romanticamente tristes. Aquele beijo me enganou, Mariazinha! Eu esperava te levar ao altar, esperava lhe amar até que os cabelos brancos não pudessem mais ser tingidos na tua cabeça. Esperava cuidar de outras Mariazinhas e de alguns Josés que teriam olhos iguais aos teus. Óh Maria… Maria Maria… cadê a magia que Milton cantou? Você quebrou o encanto quando partiu levando-me contigo. Me perdi de mim mesmo. Me desencontrei e nunca pude mergulhar em outros cachos… Mas espero, pequena, que eu possa renascer sem precisar de outra como você. Espero que possa conhecer outros homens como eu, mas realmente espero que tenha sorte de ter todo o amor que um dia te dei, por outros corações. Consigo sobreviver ao fim desse amor porque todo José, um dia, encontra sua Maria… doce e encantadora. E mesmo que eu não encontre imediatamente, sei que quando encontrar não lembrarei mais de ti. Não escrevo-te para negar o que já senti, escrevo-te apenas para alertar-te: um dia não estarei aqui por ti, e não terás mais ninguém como me teve. Porque foi cega e não percebeu que tão perto se encontrava um coração tão aquecido que batia e pulsava amor por ti. E, Mariazinha… não lhe culpo mais! Meu coração é que se engana fácil com qualquer possibilidade de amar. 

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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