Perda

Era uma espécie de paisagem que abrilhantava os degraus da escada de levitação. Se subestimava a sabedoria de Salomão, eu não sei; mas escondia-se de determinadas visões. Um dia se esquivou e perdeu os brilhos horizontais, passou a ver apenas as sobras, dos outros. Sentiu suas forças quebrarem e se desmancharem como gelo. Resistiu, persistiu, mas nada foi em vão. A figura que se tinha sobre a ascenção era referente à inteligência escondida entre o reflexo e a derrota, e a perda de si mesmo lhe deu a coragem de ser quem era, mesmo que encontrasse um novo amor e a ele se entregasse, fácil.

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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