Perda

Era uma espécie de paisagem que abrilhantava os degraus da escada de levitação. Se subestimava a sabedoria de Salomão, eu não sei; mas escondia-se de determinadas visões. Um dia se esquivou e perdeu os brilhos horizontais, passou a ver apenas as sobras, dos outros. Sentiu suas forças quebrarem e se desmancharem como gelo. Resistiu, persistiu, mas nada foi em vão. A figura que se tinha sobre a ascenção era referente à inteligência escondida entre o reflexo e a derrota, e a perda de si mesmo lhe deu a coragem de ser quem era, mesmo que encontrasse um novo amor e a ele se entregasse, fácil.

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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