Compartilhando…

Oláaa!!!

Perdi muito nas últimas semanas, mas também ganhei proporcionalmente. Muitos trabalhos da faculdade e, logo, poucos escritos. Ainda estou transferindo muitos posts que fiz em outra rede social para cá (minha casa definitiva).

Maaaaaaaaas como toda promessa é uma dívida, pago a minha hoje.
Alguns dias atrás (talvez semanas rs) postei um desenho e disse que colocaria posteriormente o texto que me inspirou a fazê-lo. Então, sem mais delongas, aqui está o texto.
Se você não sabe de qual desenho estou falando CLIQUE AQUI e veja.
Se já sabe qual é, o texto está aqui abaixo. Beeeeijos!

Armaduras
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Acusaram-no de amar! Sim, isso às vezes soa como acusação.
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A primeira vez que ele disse que amava, acreditava fielmente nisso, mas o tempo tratou de denunciar seu engano. O outro “eu te amo” já saiu meio às dúvidas pela experiência do primeiro e, onde há incerteza perdura o amor não se alicerça. Também falou um “eu te amo” com todo o fervor que sua alma possuía e teria repetido isso por toda vida, no entanto, a ouvinte dessas palavras brincou com elas e descartou-as. Esse foi o mais doloroso.
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Todavia, uma coisa é fato: ele nunca disse um “eu te amo” sabendo piamente que não amava. Pois, o erro é inerente ao ser humano, mas a enganação, principalmente sentimental, é uma chaga no caráter e desprezível.
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Todas as tropas partiram para o norte, ele marchava para sul. Contra a corrente, frente à honra. Chamaram-no de covarde e, para um cavaleiro não há ultraje pior. Ele engoliu as injúrias, não por ser realmente covarde, mas justamente, porque pela primeira vez na vida estava sendo verdadeiramente corajoso. Não havia espada que vencesse a sua em todo o reino, enfrentou as mais terríveis feras, venceu guerreiros sanguinários e, agora percebia que nunca fora corajoso de verdade. A verdadeira valentia está em seguir o coração.
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Teria sido mais fácil se Ela fosse uma simples donzela acomodada com seu destino recheado de clichês. Não era. Ela tinha sonhos, objetivos e personalidade. Destruiu o muro de autodefesa que envolvia o coração dele. E fazia-o mover-se sem ter a mínima noção do futuro, sem planos, apenas querendo viver.
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Quando ele finalmente achou que estava amando e sendo amado; ela partiu.
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Como entender? A razão simplesmente é sepultada quando o peito sente-se amassado e quando os pensamentos mergulham no caos da rejeição.
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“Você precisa ser livre”, dissera o bilhete de despedida. Não tinha compreendido o real sentido daquelas palavras até aquele momento.
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Do alto da colina uma pequena vila vencia o horizonte, sentada embaixo de uma árvore estava uma moça, seus cabelos negros cacheando-se ao vento e os olhos negros focados em um livro surrado.
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Ele desceu do cavalo, tirou a armadura, a cota de malha, jogou a espada de lado e livrou-se das botas.
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Seus olhares cruzaram-se.
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Ambos correram. Seus sorrisos reacenderam o sol que estava prestes a esconder-se. E quando finalmente se abraçaram, ele tocou seus cabelos, acariciou sua pele morena.
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— O amor — Disse ele ofegante.
— Nos faz livres. — Ela completou.

Autor: Jéfferson Nóbrega

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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