Fatia

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A todo momento passa alguém
Seja rápido, seja de longa estada
Ninguém quer prolongar a passagem
Nem se perpetuar morada.
Movem-se as folhas das árvores da praça
Comem sempre uma fatia do tal bolo
Comercializam-se de graça
Ao medo de não serem de alguém.
E se por acaso o vento vier do centrosul
O que farei, eu, ao perder a razão
Se o acaso nos carrega e descarrega por aí?
E se a ti pertencer meu coração?
Mas o que há de tão diferente na China?
Antes tinha tanto amor por Londres, Paris…
E hoje fico aqui… a admirar o azul do céu e o verde do mar
Sem saber onde tudo vai acabar, e sem temer o que vier.
E se acabe, e se desmonte…
Acasos são desconexos, estonteantes…
Ilusórios, delirantes…
Vivos e reais.
É fato, mas é claro.
Não responda a mim
Mas questione a si
E saberás que não se controla
O que está por vir.

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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