Fatia

image

A todo momento passa alguém
Seja rápido, seja de longa estada
Ninguém quer prolongar a passagem
Nem se perpetuar morada.
Movem-se as folhas das árvores da praça
Comem sempre uma fatia do tal bolo
Comercializam-se de graça
Ao medo de não serem de alguém.
E se por acaso o vento vier do centrosul
O que farei, eu, ao perder a razão
Se o acaso nos carrega e descarrega por aí?
E se a ti pertencer meu coração?
Mas o que há de tão diferente na China?
Antes tinha tanto amor por Londres, Paris…
E hoje fico aqui… a admirar o azul do céu e o verde do mar
Sem saber onde tudo vai acabar, e sem temer o que vier.
E se acabe, e se desmonte…
Acasos são desconexos, estonteantes…
Ilusórios, delirantes…
Vivos e reais.
É fato, mas é claro.
Não responda a mim
Mas questione a si
E saberás que não se controla
O que está por vir.

Anúncios

Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s