Giz

Queria nadar no mar dos teus olhos
Pescar as estrelas cadentes
Ter a paciência para amar em silêncio
Regar as mudas de tanto sentimento
Bastaria esperar o sol se pôr
E dançar ao canto dos pássaros
Ninar com cafuné o amor
E contar carneirinhos
Queria eu poder esquecer
Que há mais distância entre nós
Que entre a terra e a lua,
Mas é irrelevante, pois
Há mais amor aqui
Do que eu teria de amor.
É só lembrar que depois da chuva
O céu se colore com o arco íris
E tudo foi apagado
Por ter sido escrito com giz.

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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