Pequeno…

É, pequeno… to querendo te eternizar como poesia.
Colocar teus olhos de maresia dentro dos meus olhos castanhos de Renato.
To querendo manter nosso cheiro como a frequência louca de Pitty.
Transformar nosso lance em segundo sol, seria lindo realinhar os planetas.
É, pequeno… to querendo ser cega por ti como canta nosso Lenine.
Usar tua camisa de pijama, igual canta Scracho…
Não quero evitar teus olhos… fique a vontade então.
Quero ser aquele teu sorriso na fila do pão, tua metonímia.
E se Vinícius perguntar sobre nós, diga que nosso eterno será chama acesa enquanto for preciso.
Porque o amanhã não sabemos.
Mas sabemos o que queremos.

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