Remendos e retalhos

Sou a pedra no caminho de Drummond
Sou a paciência de Lenine
Sou a pequena morena de Chinez.
Sou tantas versões de mim…
Sou o combustível de Ana
Sou o i love you de Marisa
Sou a malandragem de Cássia.
Sou tantas versões de ti, Brasil.
Sou a morena tropicana,
O morango do nordeste,
A mama África!
Sou sozinho,
A garota de Ipanema.
Sou um jardim…
Sou o vaso sem cor,
A gota de lágrima da dor.
Sou o amor que dedico a ti, pequeno.
Sou teu pão e tua comida,
Sou o cálice que se afasta
A marca da desgraça
Uma vida sem rumo.
Sou um tanto exagerado
Sou o túnel dos desesperados.
Sou qual parte da estrada
Que caminha sem você.
Sou a dor da sede,
do sertão.
Sou a dor da fome
e solidão.
Sou erva venenosa
Sou quem te ensinou
quase tudo o que sabes.
Sou trechos e pedaços.
Remendos e retalhos.
Sou eterno enquanto durar
Sou os confetes do carnaval passado.
Sou quem veio na hora exata
com ares de festa e lua de prata.
Sou a dona, do teu coração.
Sou um bocado Brasil.
Um bocado eu.
Nessa miscigenação.

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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