Vida, inimiga… morte!

Diz que as lágrimas desenham o aperto que sente por dentro, mas não goteja a água que se acumula ali. Diz querer gritar e nem fala por achar que não faz sentido lutar pelo que acredita. Corre quilômetros e quilômetros a pés nus e não sente a ferida que se abre e chora sangue. Foge da escuridão que seria continuar perdida em pontes pelas metades e sem perceber clama por perdão, por pensar que um dia tentou se livrar de vida, mas a vida, agora, se vingava cruelmente. Não adiantava espernear, nem encher os olhos de pena de si, porque a vida não brinca de rir com você. Não se iluda! A vida lhe puxa os pés, lhe corta as asas, lhe mete o tapa na cara para que humilhado você perceba que não tem o controle de nada e não adianta defender essa tese de dono do mundo, porque quando você achar que tudo está concluindo, que finalmente se pode rir, a vida te da outra rasteira e assim você sempre cai, sempre se entrega, sempre se fere, sempre se afoga, sempre se perde… sempre. E não há contrariedade quando não se crê. Quando não acaba. Quando não desapega e não afirma para a mente que acabou. Fim. A vida se foi.

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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