Amor Bandido – 1º Capítulo

Querido diário,

Você já se perguntou por que algumas coisas acontecem? Porque tudo parece perdido e de repente tudo perde o sentido e do nada volta a ter nexo. E o que você mais espera acontece quando menos espera, quando sua mente está no modo automático se prevenindo de novas mágoas e novos atritos. Quando o seu não está tão próximo de virar sim que nada é o que é. E nesse bolo de confusão se dá amor, e em coisas tão minúsculas esse mesmo amor reaparece melhorado, numa versão dois ponto zero de tudo o que você já sonhou um dia. Esse bolo de confusão é minha mente. E esse sim não era para a pessoa certa, mas virou. Porque tudo na vida se ajeita quando se encontra a pessoa certa. Essa história começa assim…

– Quer dizer que você está na minha cidade?
– Ah! Não, mas adoro aí.
– Temos realmente o céu mais lindo.
– Acho muito bonito.

O que achar de um assunto tão bobo? Bom, foi assim que se deu uma história maluca. Estava saindo de um relacionamento com um rapaz mais jovem e que eu jurava amar. Ao lembrar do que vivi com ele consegui chorar e me perguntar onde teria errado. Bom, eu não errei em nada… pelo contrário! Fiz o que pude para salvar aquela relação, mas nada pareceu se adequar. Eu queria uma atitude que ele não tinha e um comportamento que ele não sabia ter, e as coisas desandaram por eu tentar saber o que estava errado e ele que não fazer questão de dizer. Nada na vida é certo, nada é lógico e direto.

Enquanto tentava desapegar dessa relação conheci Marcos, um rapaz dois anos mais velho que morava em outro estado. Acho que a nova geração realmente está tentando criar laços com pessoas nunca vistas só porque a internet ajuda. Talvez porque seja muito mais fácil você falar o que pensa sem que olhem nos olhos e assim ninguém nunca sabe a verdade que o outro jura dizer. Dessa forma, em meio músicas melancólicas da nova mpb e comidas extremamente doces e açucaradas, me vi puxando papo com Marcos. Acho que ser eu virtualmente era mais agradável que ser eu pessoalmente. Poderia me tornar mais interessante dessa forma, pelo menos achava isso.

– Não que eu goste, mas seus olhos são muito bonitos!
– Como assim você não gosta? Todo mundo gosta de olhos verdes!
– Não eu. Mas os seus são bonitos.

E assim se deu uma paixonite aguda virtual…

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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