LEI: Nunca voltar com ex

Diário, você deve se lembrar da matéria: Não voltei com meu ex, somos melhores amigos e deve estar me cobrando uma declaração sobre a frase que usei no final. Bem, aqui vai.

Tive poucos namorados e alguns rolos (bem poucos). Não sou nem de longe a pessoa mais indicada para dar conselhos amorosos e nem palpites. Contudo, tenho uma grande mania de pensar hipoteticamente em tudo e qualquer coisa. É comum me ver falando sonhadoramente sobre algo e em uma semana, quando questionada, nem lembro mais o que era dito.

Tive meu primeiro namorado aos dezesseis anos e não havia nem ideia de como era ter um relacionamento. Não sabia agir e nem me colocar, não entendia porque meus pais cobravam certas atitudes dele para comigo e nem sabia o que poderia pedir a ele. E foi um relacionamento chiclete de um ano. A gente brigava e era um motivo para pedir o famoso “um tempo”. Me envolvia com outros rapazes nesses tempos e ficava mais confusa sobre o que realmente sentia. Quando percebi que o relacionamento estava me fazendo mal, decidi terminar e aí me veio a grande questão: Como se termina um namoro sem magoar a pessoa?

Eu não encontrei essa resposta naquela época e acabei ferindo os sentimentos dele. O que dificultou muito foi saber que ele ainda gostava bastante de mim. Soube, um tempo depois, que ele sofreu
bastante até superar. E nessa época pedi perdão a ele. E aí me veio outro relacionamento.

Dessa vez eu estava mais experiente e sabia exatamente o que queria de alguém. “Tem que partilhar das mesmas razões que as minhas”. Estava com dezenove anos e em pleno início de vida universitária, caminhando para o segundo semestre na federal. O problema era que o então namorado ainda estava no terceiro ano do ensino médio, com dezessete anos e sem nenhuma experiência amorosa a não ser amores platônicos.

Ahhh diário… se eu soubesse que isso seria complicado, nem de longe iria querer gostar de alguém!

Eu me apaixonei! Perdidamente e
loucamente. E me vi como o meu primeiro namorado. Como a pessoa que seria magoada caso não desse certo. Então tentei trabalhar em tudo o que havia dado errado da primeira vez: sinceridade, transparência e parceria. Só não sabia que eu era tão ciumenta e que aquilo seria um problema.

Aquele preconceito de que amizade entre pessoas de sexo diferente é duvidosa foi algo que realmente me atrapalhou. E me reconheço uma grande criança quando o assunto é ciúmes. Sou vingativa e gosto de devolver na mesma moeda. Só que o então namorado nunca percebia as coisas “erradas” que fazia e eu era a emburrada.

E foi quando ele me veio com o “vamos dar um tempo”. E eu só pensava em uma coisa… tempo nunca mais! O melhor seria pôr um ponto final em tudo para seguir a vida sem nenhuma ilusão de possível retorno. E foi o que eu fiz. E dessa vez foi a decisão certa para os dois. E aí não deu outra: terminou.

Já com o terceiro namorado… ahhh diário! Me saí como a namorada perfeita e dos sonhos! Nenhuma, eu disse nenhuma, crise de ciúmes. Era sincera, transparente, romântica na medida certa. Tentava não ser uma mulher que muito fala e pouco ouve, trabalhei muito bem a minha feminilidade e…

Ele foi o pior namorado que alguém poderia ter! Daqueles bem canalhas mesmo. Que te usam e jogam fora, sabe?

E como faz para lidar com o abandono inesperado de alguém que sempre “pensava” em um futuro a dois com você? Eu ainda não encontrei essa resposta, mas decidi ir pelo caminho mais difícil: morte.

Caaaalma, diário! Eu não matei ele, pelo menos não fisicamente. O matei dentro de mim. Em cada memória de palavra dita que fora apenas para me iludir a divertimento da parte dele. O matei em cada poema que o coração fez nascer. E quando, enfim, percebi que nenhuma lágrima era (é) digna de ser derramada por ele, o mundo voltou a ser colorido e essa minha lei passou a ter sentido eternamente!

Não é possível voltar com alguém que já deu errado! Os problemas voltam ou nascem outros piores. E quando você já conhece a pessoa, não tem motivo para um chiclete.

Entretanto, se ainda assim, conhecendo todos os defeitos, todas as manias, todos os comportamentos você ainda gostar daquela pessoa, então deve valer muito a pena voltar.

Se for conversado e posto em pauta tudo o que devem reparar na segunda tentativa, então é justo que se tente.

Eu não pretendo voltar com nenhum ex. Não é cuspindo no prato que comi, mas é vendo a realidade pelo que já ocorreu. Porém, eu não mando no que sinto e nem no impulso que pode vir a surgir… espero apenas que não seja um flashback por carência ou qualquer outra razão. E se for pra voltar, ainda está valendo toda aquela vontade de ser conquistada e todo aquele amorzinho meloso de comédias românticas!

Já que é pra tentar novamente, que seja em grande estilo! Caso contrário, a lei faz o seu papel e a gente chama o próximo da fila.

image

Anúncios

Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

3 comentários em “LEI: Nunca voltar com ex

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s