AH! O amor…

materia_amor

O amor nada mais é que uma perigosa segurança. Mudanças, tempestades, furacões e ao mesmo tempo calmaria, tranquilidade e paz. Como diz Camões, “um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê”. Essa é a melhor definição de amor na face da terra!

Não tem como explicar algo tão abstrato quanto o amor.

Continuo na linha de Camões que também traz outras definições fortes que despertam nossos argumentos para um debate caloroso sobre amor no soneto abaixo:

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

 

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É um nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder;

 

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

 

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

É de uma complexidade tão grande que por muitas vezes deixamos o medo de entender nos consumir, porque ao mesmo tempo em que há razão há também a emoção; amor é a colisão, o choque destas duas grandes diferenças. A persistência da insegurança, da impossibilidade de tomar uma decisão por não saber como escolher entre amar ou não amar, se arriscar a entender ou continuar no medo se privando de uma possível derrota é o que atrapalha por diversas vezes essas tentativas de serem bem-sucedidas.
Ninguém quer que o amor vença.

Há uma frase que anda circulando pelas redes sociais de um filme que diz “Aceitamos o amor que achamos que merecer”. Mas será mesmo? É uma frase que se encaixa no egoísmo mórbido atual. Acho que mereço muito, logo não me contento com nada; ou, acho que mereço isso e me contento com esse pouco.

Já que o assunto também é poesia e estou com sérias vontades de abusar da nossa amada literatura, fui atrás daquele soneto maravilhoso que só pelo nome já nos enche de amor. O soneto do amor total, de Vinícius de Moraes.

Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

 

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

 

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

 

E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Para mim este é um soneto que resume todo o lado racional e irracional do amor que sinto em mim por outra pessoa. Um amor que não pode ser cantado verdadeiramente; um amor de parceria, uma liberdade e um amor de amante, aquele que ferve o sangue; sentimento que faz doer (literalmente) o peito com a angústia da saudade; sentimento esse que tem seu lado irracional, meio inocente e puro e ao mesmo tempo recheado de desejos carnais; tão simples que a mente não consegue acreditar e daí surge o famoso “medo”; e amando tanto que quando há a entrega há também a morte. Quem nunca morreu de amor, por amor ou com amor?

Mas talvez o amor seja como uma dança e aqui me inspiro em uma conversa que tive com um amigo para deixar uma pequena poesia de minha autoria.

Quando a vejo
Me desperta o desejo
De pegar sua mão
Andar pela praça
Cantar para ela
A nossa canção
Balançar nesse xote
Beijá-la no meio
Do nosso baião
Oh menina!
Quero teu corpo colado
No suor grudado
Calor e emoção
Vou falar bem baixinho
Com todo carinho
O que guardo no peito
É que tens um jeito
Que desperta paixão
E só me acalma
Roubando um sorriso
Com toda alegria
E se teu perfume deixar
Que eu preste atenção
No teu corpo
É no canto da tua boca
Que deixo em segredo
A frase mais linda
Me deixo a mercê
“Menina linda
Hoje tenho a certeza
Que amo você”

É no amor que se dá a felicidade, a razão pela qual vivemos. Aqueles que vivem sem esse sentimento acabam frustrados, amargurados e solitários. Não deixo exclusivamente dito sobre o amor entre um casal, mas também aquele amor entre pai, mãe e filhos. Mas isso é história para um próximo post.

Enquanto isso, vamos ouvir sobre ele, o famoso amor. Uma letra que diz muito e nos faz sentir muito. Se permita sentir a música, meditar a letra e pensar nos amores que se foram e nos que virão!

Anúncios

Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s