Eu lhe rogo

A qualquer sinal
eu lhe rogo
segure firme,
não me solte
porque além da falta de amor
há falta de sorte
e por mais que eu fuja
só me causo morte

Desejo o final
a qualquer problema
por medo de sofrer
como outrora
todavia me nego
e me dou esperança
mesmo com dor
permito-me o sonho
que cala tudo

E dos céus a fé revela
que após a tempestade
abre-se em cores
e nem mesmo os espinhos
nos tiram as flores
quem sou eu
para me negar amores?

Mas o silêncio entorpece
a falta de ti
e de nós me entristece
já não sei viver distante
venha parar-me
nem que seja um instante
e diga que me apoia
que essa loucura
não vai ter volta
e que sem você
não haverá resposta

Prove-me que és o umbral
que és a aliança
que és o correto
despa-me da covardia
comprove
com a louca memória
que te amo
não porque apenas te quero
mas por total glória!

E quando for tarde
repita para si
que mesmo sem sinais
és a minha escolha
e o nós
é a nossa escola.

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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