Prevaleço

a você o meu eros
o meu filos
ao infinito
alimentando a carne
dessa sede
possessiva
com a boca
as mãos
e o peito, aberto
a você o sol
dos meus olhos
que clareiam a escuridão
dos pensamentos
impuros
por você o desejo
toda uma encenação
do corpo faço teu palco
e nos teus olhos
fecho contrato
pertencer a ti
eu pertenço
e prevaleço na loucura
de não me ter
por me entregar
completamente a você

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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