A morte é na estrada

A doçura dos teus lábios no encontro armado
Daquele que provou lhe dar amor
Fugiu dos laços do antigo amado
Para ter lhe sentido dor.
Correu para outra boca
Matar a sede de ter calor.
Nada mais importa
Que a minha vontade de ter amor.
Mas o amor não me quer
E a ele sou transparente
Compenso sorte, que morte!
E se a mim chega a mente
Ser teu, em ti ser eu
Me perder sem querer
E não encontrar nada
Que estrada é essa?
Desejo teu lábios quentes
O teu a mim regressa
Sem sucesso me vendo, me dou
E por medo sou nada
Sou pó, pobre nadador.
Uma vírgula, uma curva,
O medo, a velocidade toda suja
A morte é na estrada
Quando entrego a mim
A minha eterna amada.

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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