París, 13 novembro 2015

socorra-me!
Valentin, Nick,
Aurèlie, Nohemi,
Guillame, Thomas,
Djamila, Alberto,
Asta, Mathieu.
a sós, no escuro
a noite os acolheu
sirenes, gritos, choro
dizendo adeus
é o coro
dói o peito, dói a alma
ar falta
coragem falta
medo existe
persiste, esmaga
desejo de paz
sossego
socorra-me!
tire-me do caos
da rotina que cega
da mesmice que esmaga a alma
e cala
socorra-me!
do luto
da despedida imposta
das lágrimas silenciosas
nos cantos dos cômodos
das casas pelo mundo
socorra-me!
cessem o fogo
a guerra, cessem
nós findaremos
nós encerraremos
selaremos, nos calaremos
não viveremos
sobreviveremos?
socorram-nos!
o que plantamos?
o que colheremos?
resgatem-nos
de nós mesmos
socorram-nos

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

4 comentários em “París, 13 novembro 2015

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