Não me deixe só

Encostado naquela porta e com as lágrimas escorrendo de meus olhos, percebi que nem sempre a razão vence.

Ela negou tudo o que havíamos planejado e se entregou a perdição me deixando só, sem aviso prévio e eu disse: não me deixe só.

Fingiu que não acreditava mais na nossa força para lutar e negou a resposta para meu sentimento que sempre havia respondido e eu disse: não me deixe só.

Me deu as costas sem que houvesse uma discussão, uma briga, um motivo pelo qual desistia. Sem que conquistasse parte de alguma razão a qual tenho em mente, sem me convencer mesmo que eu tenha dito: não me deixe só.

Ela se foi quando eu disse: não me deixe só.

E chorando cai ao chão, encostado ali naquela porta, sofrendo, sentindo dor, debruçado em saudade, com medo do escuro, com medo do inseguro, do som da minha voz.

E quando o sono chegou a meus olhos cansados eu percebi que nunca estive em melhor companhia, eu tinha a mim.

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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