a paz

​O vento trazia paz

A alma se inundava da paz.

Aquela paz que seu corpo respira

E transpira

E você pira.

Você volta,

Mas nada te traz de volta

Porque você já mudou

E nada se encaixa fácil 

Não novamente

Não dessa vez.

Porquê dessa vez tudo mudou

Nada tem sentido

Já que o vento veio

E trouxe aquela paz.

Mas que paz filha da puta.

Por que fazer isso com ele?

Ele sempre fora um bom moço…

Acordava com o gritar do sol

E dormia com o raiar da lua

Seguia uma rotina

Seguia a razão.

Mas por que esse vento trouxe essa maldita paz?

Essa não é do tipo de paz que te enche de coisas boas

Só te enche de perdas

Perda de memória

Perda de vida

Perda de alegria

Perda de perdas.

Mesmo que a paz lhe traga um autoconhecimento

Uma autoafirmação

Mesmo que essa paz tenha nome, sobrenome e endereço fixo.

Ela não é fixa

Não dentro dele.

Nada dentro dele é fixo.

E essa paz grudou ali na alma dele.

E nem a descola mais forte foi capaz de tirar a paz dali

Ele se sente como um estrangeiro dentro de si mesmo

E como pode?

Mas que paz filha da puta.

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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