O papel de trouxa

Quantas vezes você esteve atrás de uma pessoa que não demonstra mais interesse em lhe dizer um simples “oi”. E, ainda assim, você está lá, aceitando que isso seja uma relação unilateral. E todas as vezes que um “bom dia” não foi respondido antes do meio-dia, durante toda manhã você esteve morto. Nem é exagero, é assim mesmo que nos sentimos. Vamos morrendo em partes; manhã, tarde e noite.

Nossos amigos nos classificam como trouxas. Olha lá, ele já vai insistir de novo naquilo que sabe que não tem retorno. De imediato fechamos a cara para os nossos amigos, achando que eles estão errados, classificando nosso momento como amor – pois esse lenga lenga já dura bastante tempo – mas é uma paixão. E, bom, ainda bem que passa. Talvez demore, mas passa.

Todo mundo já foi assim um dia- trouxinha. Já fez isso. Quem não fez vai fazer e quem pensa que não fez, está fazendo nesse exato momento. O papel de trouxa vem para todos, independe da classe social, política, religião. Só que enquanto isso acontece, estamos deixando de olhar para pessoas que poderiam fazer a diferença. Não é sobre aproveitar de uma pessoa que já lhe demonstrou interesse. É sobre valorizar quem está ao seu lado e, por muitas vezes mostra que te quer bem. Pois, quem quer bem demonstra, quem não quer, não responde.

Só por hoje, vamos responder aquela pessoa que deixa sempre um bom dia, boa tarde e pergunta como foi seu dia. Vamos conhecer novos ares, sabores e mares. Sabe, pode ser incrível. Tem tantos cafés a serem tomados, tantos parques para serem explorados. É, custa tentar, mas vai ser muito melhor do que esperar por esse “oi” que nunca vai chegar.

Bem, é isso. É sobre se abrir para as novas oportunidades. Nem vou colocar em pauta o clichê de “não era pra ser” ou “na vida nada é por acaso”. Cada um sabe o peso que lhe tem uma paixão. Então vamos lá, demonstrar interesse a quem se interessa. Parar de esperar pelo outro é fazer com que o papel se rasgue e vá para a geladeira sem pressa de voltar para as telas.

Por: Tiago Brito

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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