Dores

O que a partida te cobra de mais cruel 
se foi tu quem quisestes sumir? 

Mas o que é que a dor tem a ver com a tua decisão, amigo? 

Foi só o vento que não soube a razão 

e escorregou pela porta e 

agora conta as horas para fugir desse tormento que se tornou solidão. 

Quisera eu ser mais que pretérito imperfeito, 

ser consoante entre tuas vogais, 

ter sentido nessa vida! 

Sem dar sorrisos como desculpas, 

falar mais como se o sim fosse muito menos que o não. 

Qual o motivo para a tua dor perder a razão?

Teus atos foram nulos,

teus perdões foram lembrados…

Gota a gota a chuva molha

o que era seco demais para virar pó.

Não finja ser que não és

pois, marcado teu peito está!

Teu medo é ferida aberta

Com dores de se estar só.

Não conta as estrelas, nem os carneiros

e nem as chances novas

o fim está tão próximo que

é impossível enxergar. 

Mas a dor revigora

e te levanta na hora

em que precisa seguir.

Erga tua cabeça

porque ninguém deve sentir

o amargo da vida para sempre.

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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