Te saúdo, vida!

Hoje acordei com um desejo de saudá-la enormemente. Há pouco tempo mantinha sentimentos ruins no peito que me tiravam a vontade de sorrir por aí, colorindo o mundo. Meus dias eram regrados de agonias e pessimismo.

Foi preciso que eu entendesse que a vida é esse conjunto de coisas ruins e boas, essa montanha russa de sensações, essa troca de humor constante, essa caixinha de pandora recheada de travessuras e gostosuras.

Mas hoje, após quase duas décadas e meia, aprendi a lidar com o sofrimento. Isso é uma vitória que muitos não reconhecem.

Às vezes nos esquecemos de agradecer as tantas graças que Deus, ou o cosmos, nos dá. Esquecemos de reconhecer as pequenas coisas que nos pegam de surpresa ou que nem reparamos ver. Seja aquele sorriso, aquele ipê roxo no caminho pro trabalho ou aquele pôr do sol em meio ao trânsito parado no caminho para casa.

Não percebemos nem aquele olhar do nosso filho, sobrinho, irmão ou afilhado, que te doa amor gratuito. Ou que te admira se espelhando em você, adulto.

Os dias costumam passar despercebido dos nossos olhares preocupados com horários, ponto de trabalho, resumo de matéria, provas e mais provas… fazemos inúmeras listas de tantas coisas que nem sempre realizamos.

Percebi que nunca tinha saudado a vida.

Mas ela precisa ser saudada. E por isso a faço, hoje.

Um pouco tarde? Talvez, mas ainda em tempo.

Então, vida, obrigada!

Por cada abraço que recebi dos meus pais; por cada cafuné de avós que recebi; por cada bom dia que me deram de coração sincero; por cada jura de amor trocada, mesmo as que não são mais trocadas; por cada amigo que passou deixando tanto de si comigo; obrigada por cada oportunidade de trabalho, de conhecer pessoas, de trocar ideologias; obrigada por todos os aprendizados na escola, faculdade, com a família; por cada troca de opinião; por cada arranhão no joelho, unha quebrada, maquiagem borrada; por cada show, música nova, descoberta de bandas; por cada poesia lida, cada vídeo gravado em momentos de diversão; por cada bronca e puxão de orelha; por cada livro devorado em madrugadas; por cada tela de celular trincada; dedo perfurado com grampeador; por cada nova aquisição com meu próprio dinheiro; por cada pedido de desculpas e por todas as vezes que eu fui a pessoa perdoada.

Vida, lhe sou grata por cada beijo doado a cada um que pude amar. Mas lhe sou imensamente grata por me conduzir a um caminho que cruzou com o do meu amor, pois desde então passamos a te viver e saudar juntos.

 

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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