Que ela leia… e volte!

Tua cor é alimento em dias tristonhos para os meus olhos que se afogam em mágoas. Teu corpo é labirinto onde me perco, fico preso, sem saída. Tua verdade, crua, me tortura a pele, a alma. Essa saudade me ataca o fígado, me ataca o estômago e fico preso à cama. A falta do tato, atrito, me converte em pagão… me confessa a pouca vergonha que sou, que tenho.

Canto meias verdades, encaro o fundo da alma, o mais profundo Xeól dela. Cumprimento a dor, causa ferida. Sangra.

Palpita lágrimas de desespero. Volte!

Estive preso, completamente só. Desnudo de mim.

Enquanto chorava minhas dores, relembrando tua partida, me entreguei à dor. Desculpe-me não ser fiel.

Havia prometido que não me entregaria a tais sofrimentos, sabemos que sou fraco. Isento de ti, meu corpo chora, o suor é do calor do sol… mas quero suar pelo teu calor. A sede é de água pura, mas quero mesmo é matar a sede da boca tua, e de ter-te nua, em meus braços.

A paz é do silêncio. Não há nem a tua voz para preencher meus ouvidos… nem nossas brigas me causando preocupação.

De que são feitos os dias?
– de pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.

De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
– do medo que encadeia
todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças…

Cecília Meireles

Eu quero mesmo é teu perfume no meu corpo, nosso suor dançando pelas nossas peles. Eu quero é discutir contigo, gritar e me arrepender. Quero a paz de dormir ouvindo tua respiração e acordar com teus beijos, teu olhar de amor logo pela manhã. Quero é sentir tua presença que sempre me relaxa o corpo, me excita, me faz perder a razão. Quero teu carinho, teu afeto, tua mão no meu cabelo enquanto acaricio tuas costelas, finas e frágeis que preciso proteger. Quero tocar tuas coxas, tuas pernas, teus pés -estranhos. Quero beijar tua nuca, tua orelha, teu queixo. Quero conversar contigo olhando as luzes da cidade, naquela rua escura onde adoro te levar. Quero secar tuas lágrimas, que brotam com tanta facilidade quanto meu sorriso ao te ver. Quero aprender sobre o céu, o mar e a vida contigo que tanto tem a me contar, quero te mostrar todas as belezas naturais daqui e te provar que a tua é a mais linda.

João_Marcos_out2017

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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