Liberdade na amizade

Não é questão de preferência, é questão de estar com vontade de ter a companhia de pessoas específicas, ter conversas específicas, rir de uma forma específica…

Adoro todos, sem reservas, mas hoje eu quero aquele amigo que é brincalhão, que faz piada de tudo, porque eu preciso rir nesse momento. Geralmente, em dias difíceis, eu prefiro esses amigos, que, me vedo chorar, colocam aquela música super humilhante que ninguém tem coragem de admitir que gosta, aquele que vai me puxar da cama pra dançar um axé dos anos noventa porque sabe que eu preciso me distrair.

Outros dias, os mais pensativos, eu gosto da companhia daqueles amigos que gostam de um papo considerado “cult” por uns, e chato para outros. Argumentar sobre o real sentido da vida, as razões da existência humana, conversar sobre a importância dos propósitos e suas influencias em nossas vidas.

Tem até dias em que eu gosto de conversar sobre coisas que não acredito, mas acho interessante… discutir mapa astral, destino, sobre como se lê mãos, reencarnações… tem gente que acredita e seus pontos de vista me fazem criar tantas novas estórias, contos e poesias. É o tipo de papo que me inspira a descrever outros universos tão distantes de mim… eu gosto de conhecer as outras visões de vida e mundo.

As pessoas precisam parar de se doer por ausência de convites, precisam aprender a respeitar o direito de liberdade de cada indivíduo. Precisamos evitar que o “eu gosto de você, só não te quero no meu rolê hoje” seja problema por entendermos que está tudo bem! A amizade não deve morrer por isso.

Não importa se é aquele amigo que desagrada a alguns com seus assuntos, afinal, precisamos conversar, não? Ninguém suporta monólogos em encontros casuais de amigos. Ninguém suporta falso moralismo numa rodinha onde tudo deveria ser livre.
Liberdade só é liberdade quando há respeito pelas atitudes dos outros.

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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