Prazer, eu sou o amor da sua vida

Certa vez me disseram que um amor se cura com outro. Lembro de ouvir aquelas palavras numa roda de amigos. Talvez, quem disse estivesse um pouco alcoolizado, já era madrugada e lançou no ar: quando você encontrar outra pessoa você vai ficar bem.

Aquilo marcou e ficou martelando na cabeça. Quando a gente escuta algo de alguém no qual a gente confia começamos a acreditar e, de algum modo tentar fazer com que aquele pensamento se torne real.

Começa então uma busca incessante por “outro alguém”. Saímos, viramos noites acordados, bebemos até o limite. Na quinta o corpo já pede por novas aventuras. Segunda-feira estamos acabados por dois explícitos motivos: o corpo cansou e a saudade bateu. Seguimos, falta pouco pra mais uma quinta-feira.

Durante essa busca nos deparamos com tudo. Até mesmo com quem parece que veio para apaziguar toda essa situação – que já dura mais de 72 semanas. Quando a gente encontra parece que o mundo floresce de novo, mas só por fora. Por dentro ainda estamos no casulo da recuperação.

Então, a gente se dá conta de que essa busca é em vão. Ninguém tem culpa do nosso amor passado. Ninguém tem que ser apenas um remendo na nossa vida e nem servir como um estepe pro nosso coração. Cada um tem seu tempo de cura – seja lá quanto tempo demore.

Chego a conclusão de que o que me disseram não passa de um costume para tentar aliviar a situação, mas acontece que esse encontro não vai acontecer com outra pessoa. Esse encontro é de você com você.

Tome um banho quente e se abrace. Coloque uma roupa confortável, peça uma pizza, coloque seu filme preferido. Receba sua versão sensível para uma noite aconchegante. Mostre pra você que o encontro já está rolando há tempos. Agora, é hora de o relacionamento tornar-se sério. O amor é próprio e vai durar muito mais agora. Depois de tudo que você já passou, olhe para o espelho e diga: prazer, eu sou o amor da sua vida.

Tiago Brito

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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