Ouvido

Em vindos vem ouvindo
E minha atenção escutava
Tuas palavras, todas vagas
A quem se nega um sim (?)
Que ventos cantariam no deserto
Se presos estão os grãos de areia
As portas se fecham para mim
Escuridão obscura e seus segredos
A quem eu devo o medo (?)
Se entre dois sons eu me perco
De onde vem a insegurança
Dos fracos tímpanos ou da semelhança
Que se fazem os homens
Ah! Lhe rogo orando calma
Minha esperança forma laços
Em teus braços já não sei
Se o que quero é ouvir
Ou se quero ser.

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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