Nem tudo é o que parece

É engraçado como as pessoas costumam guardar pensamentos ruins sobre os outros e não fazem questão nenhuma de perguntar como as coisas realmente estão, chegando a conclusões equivocadas e a ideias erradas, deixando-se prender a isto e sem interesse em sair.

Como comunicóloga em formação, preciso me obrigar (racionalmente) a abrir a mente a todos os lados de todas as histórias de todas as pessoas. E quanto mais exercito meu cérebro a isto, mais percebo como tem gente que costuma viver presas no seu mundo, na sua bolha e nem percebe a imensidão do universo a sua volta.

Não conheço ninguém que não seja antropocentrista, que não se coloque no centro do universo. Completos narcisistas. Nós, humanos, estamos condicionados a isso, mas não somos obrigados a viver assim para sempre.

Quando percebi que muitas pessoas que partilham da mesma religião que eu vinham com argumentos muito pesados contra homossexualidade eu me assustei. Principalmente com o ódio nas palavras… acho que sempre me deixei levar pelo sentimentalismo que carrego e me preocupava muito com o que os homossexuais que ouviam aquilo se sentiam, tentava pensar “e se fosse eu ouvindo isso, sendo lésbica?”. A minha primeira bolha estourou nesse dia.

Se colocar no lugar do outro é tão importante para a vivência social que é extremamente difícil não conseguir socializar sem essa ação.

A empatia e a importância das “coisas dos outros” me fez perceber que não existia apenas o meu jeito de olhar o mundo e as crenças.

Quando pensei “e se fosse eu?” notei uma quebra de paradigmas grandiosos na minha vida, minha forma de pensar mudou completamente!

Hoje, todas as vezes que escuto algo pessoal de alguém, tento entender a linha psicológica da pessoa e normalmente consigo até entender os erros sem criticar todos eles. Principalmente quando é contra as coisas que eu defendo, como por exemplo o aborto (que sou contra). É sobre ouvir o outro e ter a sua visão com a perspectiva do outro.

Entrar em discussões sem o cabresto e com mente aberta nos faz crescer, nos faz desbravar novos mundos!

Já se perguntou se você fosse a pessoa ameaçada de morte pelo marido? Se ele te batesse, estuprasse ou até mesmo ameaçasse de morte? Ou se você fosse negro e percebesse os olhares apreensivos ao caminhar pela rua ou ao entrar em lojas? Ou se estivesse em um encontro onde o cara acha que por ter pago o jantar, tem direito de fazer o que quer contigo? Já se perguntou se você terminasse um relacionamento que não foi bom, se aguentaria conviver com a pessoa por motivos imutáveis? Ou se fosse traído e não quisesse mais se sujeitar àquilo? Já pensou na mãe do assassino? No pai da menina abusada? Já pensou se você fosse o homossexual que apanhou na rua só por ter uma postura diferente das outras pessoas? Ou no muçulmano que fugiu do horror do seu país e é perseguido porque acham que ele é terrorista?

Algumas coisas me cansam tanto, que penso em desistir de inúmeras delas. Mas percebo que o importante mesmo é minha consciência.

Você quer ter seres humanos decentes a sua volta? ENTÃO SEJA UM!

Porque AS COISAS NEM SEMPRE SÃO COMO PARECEM!

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

2 comentários em “Nem tudo é o que parece

  1. Faço este questionamento tds os dias.
    Não sou religiosa, já fui um pouco. Eu sinto q sendo agnóstica, por incrível q pareça, pratico mais o evangelho. Rsrs
    Há muito ódio, egoísmo, maldade, preconceito de todos os tipos, de pessoas q se dizem religiosas, q vão à igreja, q distribuem correntes religiosas… Elas não se olham?
    Vamos ser honestos.. se Jesus estivesse hj em carne e osso com quem andaria, ao lado do oprimido ou do opressor? Deixaria Jesus outros irmãos de cor diferentes serem discriminados, deixaria irmãos na miséria das ruas…?
    Eu fico imensamente triste com o comportamento destes crentes. Deveriam ter um pingo de vergonha.

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    1. Acho que alguns julgamentos sobre o assunto são bem estereotipados, mesmo que sejam verdadeiros. Mas é muito mais das pessoas mais velhas, acho que a nossa geração está muito mais resolvida com essas questões (mas sempre tem aquela laranja podre). Uma coisa que eu tomo muito cuidado é com a separação das pessoas que frequentam a igreja, do que a igreja realmente fala. E isso inclui até alguns padres (pq eu sou católica rs). Sabe quando falam que política não deve se misturar com religião? Eu acho que a religião em si (os dogmas, preceitos e tudo o mais) deveria ser separada das pessoas, mas não sei se é possível kkkk

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