Eu queria o mundo

No princípio havia solidão, fria, calma, confortável. Silêncio, nada.

Então soou uma nota. Uma voz. Uma existência.

Ela se colocou de pé no meio daquela plateia, a voz que soava forte e rouca a fez levantar. Suas mãos subiam até a nuca, o cabelo ia junto, aqueles fios longos, negros e ondulados pareciam levitar. Sentia que era uma tempestade, mas ao mesmo tempo era calmaria.

Seus braços se abriam, subiam, navegavam pelo ar. Os olhos estavam fechados e a escuridão era confortável, se sentia fora de tudo e ao mesmo tempo estava no tudo. Seu corpo se movia conforme cada batida, cada nota, cada tom. Sem jeito, deixou o seu próprio existir, se manter.

Aconteceu, sem perceber. Dançava só, a música era seu grito porque a descrevia. Saía do peito pelos braços, pelos movimentos, pelos passos…

E acabou.

(agora escuta a música abaixo com os olhos fechados e vê se sente o mesmo que eu?)

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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