abandonada

eu sou a mulher abandonada
sentida, dolorida
cabisbaixa
que cala e consente
parte e dispara
dá dor inocente
ao toque
armada
cala, senta, espirra e bate
uma puta, sem calma
uma santa, mal amada
carnal, indecente
senhora da casa
pura
tua filha
esposa
amante abandonada

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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