eu quero é jogar a mesa para cima

dói a cabeça
dói o peito
dói a alma

A tanto tempo só, sem ti, tudo dói.
Mas cura. Um dia cura.

A cura é o entendimento de que não te ter é a nova realidade da vida. Aceitar ou não, não importa.

O problema é que o tempo é precioso pra mim e perdê-lo tentando te esquecer é tão ridículo que me recuso a vivê-lo. Só que é necessário para te superar. Caralho, eu odeio ter que superar você. Como assim essa porra de historia acabou e agora não existe volta? Eu quero jogar a mesa, bem cheia de bagunça, pra cima com toda a força e gritar um FODA-SE ESSA PORRA TODA enquanto choro, porque é assim que me sinto por dentro.

“É um inferno, esse momento é uma desgraça…”

Era o que eu pensava, principalmente durante os banhos. Aquela água morna, tocando meu corpo quase morto, parecia lavar um pouquinho de você, levar um pouco de nós. Eu não queria, nunca quis, ainda é difícil querer isso, mas havia necessidade, era tão preciso quanto respirar.

Quantas vezes vou repetir as mesmas palavras ao falar para ti?

Eu sinto falta de tanta coisa…

Sinto falta de como teu sorriso enrugava teus olhos, de como tuas mãos macias e grossas seguravam as minhas tão fortemente que nada parecia quebrar as minhas certezas… mas você mesmo quebrou.

Eu jurava amor, mas só descobri o que era isso contigo. Escutei tantas vezes que era impossível amar tantas vezes, hoje percebo que existem tantos tipos de amor… eu tive tantos amores, mas nenhum deles como o que tive por você. Esse amor está em estado terminal e eu não sei se estou preparada para me despedir dele… estão querendo desligar os aparelhos dele, você está querendo isso… mas eu não sei como mantê-lo vivo sozinha.

Vou ter que me despedir desse sentimento, também?

O que mais você quer levar de mim? PUTA QUE PARIU! Vá se ferrar…

Além de me apresentar o melhor amor, me retira ele. Me nega a coisa mais bonita que já vivi e sei que você também nunca viveu algo assim. Ok, ok… eu estou te respeitando, você sabe o que é melhor para si. Eu só não estou sabendo lidar comigo.

Tudo bem, vou simplesmente comprar um sofá novo. Amontoar todos os desabafos, lágrimas e anseios nele. Prometo parar de te maldizer e amar. Só não prometo te esquecer tão logo. Mas um dia vai, eu juro! E então poderá parar de vir até aqui procurar coisas sobre si, parar de inflar teu ego por roubar minhas palavras que poderiam ser sobre outro alguém, para outro amor, para um novo eu.

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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