das coisas que enfrentamos por sermos mulheres

Como cristã tenho a certeza de que, diante de Deus, todos somos iguais. Se você nasce homem ou mulher, tanto faz, diante dEle somos tão iguais que podemos viver as mesmas coisas, desde sofrimentos à alegrias.

Saber se olhar como ser humano e dar importância ao seu interior sempre me foi mais importante, porém difícil. Eu nunca entendi porque chamar homens de “mulherzinha” é ofensivo, ou chamá-los de “viadinho”. Mas o pior foi crescer e me deparar com ofensas a nós, mulheres, com intenção de ofender nossa vida sexual ou o tamanho do nosso corpo.

Ao ouvir essas coisas, quando menores e sem conhecimento de vida, costumamos rir. O problema é quando crescemos e aprendemos sobre as diferenças e continuamos a rir, como se não entendêssemos o peso da palavra ou sentido no íntimo de cada ser.

Quando se fala de sexo num ambiente religioso, aprendemos que é algo bonito, uma coisa santa, uma entrega de dois corpos que se tornam um para gerar vida. Com o bônus de ser algo bem gostoso. Daí a defesa de ser com uma única pessoa, de preferência pro resto da vida, porque é algo muito bonito, muito conectivo, uma entrega ao outro, pelo menos deveria ser…

O que sempre me foi um bloqueio quanto ao sexo é esse sentido de coisa errada e proibida para mulheres, principalmente solteiras. As que têm vida sexual ativa e falam abertamente sobre, são consideradas “vadias”, “putas”. Aqui eu fortaleço a liberdade dos seres, quanto à religião, em fazer o que quiserem independente de pecado.

A gravidez é a confirmação de que a mulher teve relação e quando isso acontece fora de um casamento, por mais comum que seja hoje em dia, ela é mal falada na família, entre amigos e colegas e PRINCIPALMENTE DENTRO DA IGREJA (entre as pessoas que a frequentam).

Quando eu falo de feminismo religioso eu tento separar das vertentes que a grande massa conhece. Nesse em questão, estamos falando de como nos olham, a forma como falam de como somos: quando uma mulher, religiosa e certa da sua fé é questionada da sua índole só por não ser tão tradicionalista.

A igreja católica é tradicional, sim. Mas quando falamos de uma mulher que assume suas escolhas nesse ambiente, muita gente esquece que mesmo o Papa acolhendo, os olhares durante as missas são terríveis. Não só quanto ao sexo, as divorciadas, mães solteiras ou as que se sentem mais livres com roupas diferentes sabem na pele o peso desses olhares.

O feminismo não é tão ruim quanto parece, é preciso ler e estudar as vertentes para saber o que concorda, discorda ou não entende. É como política, você precisa estudar e conhecer para saber se alguém fala o que você acredita, o que quer ouvir. Também não se resume em pêlos na axila, ser lésbica ou querer ser/roubar o lugar do homem. É sobre o que nós somos e nem percebemos, sobre nossa força na delicadeza, sobre nossa percepção muitas vezes materna que só nós temos. É sobre ter um corpo lindo e nosso, de mais ninguém. É sobre se olhar no espelho e se sentir confiante, confortável e realizada. É sobre não abandonar nossos sonhos por ninguém, sobre não nos deixar pra trás, é sobre como somos iguais entre nós sem rixas. Não é querer ser melhor que um homem, é sobre ter os mesmos direitos que eles na profissão, nos estudos, na liberdade de andar pela rua… sobre não precisarmos mais da insegurança em nenhuma forma. É sobre reconhecermos quão especiais e dignas somos.

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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