ele era de leão

Me deu vontade de falar dele, o porquê eu não sei… talvez saudade, talvez conforto com as lembranças ou talvez apenas por refletir sobre sua personalidade que adorei conhecer.

Ele gosta de se mostrar corajoso, forte e independente. Adora provar que mesmo não precisando de você, te quer por perto. Nem sempre tem razão, mas acha que sim e vive por priorizá-la. Adora cozinhar para os amigos e junto da pessoa que escolheu ter por perto. Assim, entre beijos e entre cortes de alimentos, flambando tudo o que puder ser flambado nessa vida, ele se deixa ser feliz, coisa que alegra os outros, transformando a cozinha, simples e pequena, numa grande cozinha de restaurante francês.

O som da sua risada é alta, ora grave e meio rouca ora aguda, caindo numa distorção e ficando aguda enquanto perde o ar. Ele tem um jeitão meio tio, meio pai e meio amante. Deve ser por ser o filho mais velho de oito irmãos, é, família grande e casa cheia definitivamente está relacionada com seu jeito de ser. Ele é espaçoso, cheio de piadas e gracinhas para chamar a atenção, talvez tenha a ver com seu signo de leão, talvez seja apenas uma forma de convivência com quem ama.

Ele também adora uma cerveja bem gelada. Às vezes gosta de uma cachaça, daquelas tão fortes e brasileiras que o deixa vermelho assim que engole a dose. Ele tem os braços seguros, sustentam qualquer problema ou sentimento que esteja enfrentando… te dando suporte, sendo casa pro seu corpo.

Gosto de como ele é. De como ele pensa. Todo apaixonado por sua profissão que contagia quem o pergunta sobre. Ele se alegra quando ajuda os outros a sonhar e mais ainda quando compartilham os mesmos que ele.

O único problema dele é que sua forma de adaptação é rápida, porém causa cansaço. Ele topa tudo, esquece de si, até chegar num ponto em que percebe que suas prioridades não existem mais e está se perdendo de si, de quem é e de como pensa a vida. Quando ama, ama cem por cento, se doa mesmo e se joga. Mas sua razão é sempre forte e cheia de autonomia, nenhum amor o faz desistir de si, e quando ele percebe, já desistiu do que sentia.

Ele é de pouca fé, também. Coloca suas forças na sua mão e no seu braço, como se apenas ele próprio pudesse conseguir o que deseja. É impossível deixar as coisas acontecerem conforme manda o destino, o ritmo da vida… pra ele, “se não for do meu jeito e na minha hora, não adianta”.

Sinto falta da paixão que ele carregava em si, decisivo e contundente. Mas, ao mesmo tempo, me sinto aliviada por não precisar lembra-lo diariamente que nada está em nossas mãos, não tem como controlar a vida.

Éramos bem diferentes, mas bem parecidos. Aquele combo de um completar o outro e ao mesmo tempo, um ajudar o outro a perceber o quão completo já era. O tempo passou, as vidas continuaram, distantes, distintas, se realizando de formas diferentes… mas com o mesmo carinho pela grandeza humana de cada um.

Quero conhecer mais pessoas incríveis dessa forma. Eu adoro.

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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