eu descobri que SOU FODA

Levantei da cama com tanta pressa que senti o mundo girar, quase fui ao chão… me bateu um certo desespero, confesso, culpa dessa pressa em atender a porta. Os dias mais insuportáveis, seja pelo excesso de trabalho, calor ou má alimentação, me causam tanto cansaço que a única coisa que desejo é teu abraço.

Há um tempo atrás, eu me sentava no sofá sentindo todo o peso das minhas péssimas escolhas nas costas, como quem carregava quilos de cimento. Os ombros sempre tão caídos, pesados, como quem quer pedir ajuda só não sabe de que forma. Meu corpo inteiro te chamava, cada parte no seu jeitinho… todos clamando pelo encontro de peles.

Recebi uma amiga em casa hoje, conversávamos sobre as tantas coisas que temos em comum e dentre elas a forma de “amar” alguém que não nos dá valor. Sinto tua falta, falta do teu cheiro, do teu toque, mas agradeço por não estar mais no mesmo lugar que você, porque por muito tempo o amor maluco que tínhamos me fazia ter medo.

Sim, eu tinha medo de você. Pânico. Pavor! Eu queria correr pros teus braços, mas rezava para que estivesse num bom dia. Esse medo me consumia tanta energia… me sentia mil vezes pior que com esse mal estar de levantar de uma vez.

Quando você estava no seu melhor dia nós víamos filmes, ríamos, nos amávamos na cama como se fosse a última coisa que desejávamos… o prazer do outro. Você era carinhoso, me fazia sentir especial, me sentia tão segura e confortável.

Mas quando você estava num dia ruim eu só queria não existir. Sua agressividade me causava enjoo, eu queria correr, mas não podia. Mas se eu não te service como escrava você me agredia… eu tinha tanto medo.

Eu sinto tua falta, falta de como éramos antes disso tudo. Sinto mesmo, mas se pudesse voltar no tempo desejaria nunca te conhecer, nunca esbarrar contigo na rua, não te ver a primeira vez. A única coisa que eu queria era ser feliz, se fosse contigo melhor ainda.  Contudo, minha maior alegria é saber que me livrei de você, que não estou mais presa a ti.

Posso ser livre novamente, posso ser minha… fazer o que quero, onde e com quem eu quiser. Posso e DEVO. Uso a roupa que me der na telha, pinto as unhas e a boca de vermelho SIM. Se eu quiser sair de sutiã, saio. Ou com um vestido curto… ou shorts.

Quando alguém na rua age como você agiria eu grito BABACA, OTÁRIO, PAU PEQUENO! Eu sei como te irritava, irrita eles também… às vezes isso os coloca em seus devidos lugares.

Hoje eu sei que não PRECISO de um relacionamento. Ter um homem ao meu lado não é o mesmo que ter sucesso, pelo contrário, não ter ninguém é saber que eu sou tão FODA que precisam merecer estar ao meu lado.

Hoje ninguém levanta a voz pra mim, quem dirá a mão.

Hoje eu não escuto mais sua voz alta como assombração na minha cabeça.

Hoje eu conheci a verdadeira eu, e CARALHO, EU SOU MUITO FODA!

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Escrito por

♦ Brasiliense com sangue do Pará, amante de moda, culinária, cinema e música. Sonhava em ser bióloga marinha, mas vem se provando mais jornalista do que achava. Escreve menos do que sua mente produz, mas a memória deixa a desejar. Curiosa e repórter, então saiba que tudo o que disser poderá se tornar texto novo. E se a encontrar, prove seu abraço... dizem ser o melhor do mundo. ♦

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