Não revide. O tempo cura.

A gente aprende desde pequeno a criar vínculos. Primeiro com a família e depois com terceiros. No primeiro momento é mesmo muito complicado. Somos deixados na escolinha com a tia e mais um monte de crianças choronas.

Ali, naquele instante, já nos deparamos com uma realidade que vai marcar pra sempre. Aprendemos o que é se decepcionar com as pessoas. Principalmente com as que amamos.

Crescer criando vínculos é saudável. Os vínculos naturalmente vão se partir e alguns nós irão se desatar. De forma natural. Espontânea. Seguindo o ciclo da vida.

Só que… (engulo á seco), nem tudo será de forma natural. Você vai se decepcionar muito. Não to falando que será um rolê desmarcado ou a maquiagem que não devolveram. Vão te enfiar um garfo na garganta e descer com ele até seu coração, aonde, farão um movimento giratório.

Dói. Muito. Dá febre. Arrependimento. Choro. Perguntas. Por que a gente nunca está preparado para se decepcionar com amigos. (Pensou que era ex, né?!). Dessa vez, não. As amizades se rompem.

A gente se entrega, confia, indica e faz de tudo para ver o outro bem. Se dedica, conta os nossos segredos, atualiza dos principais babados, abre a vida e empresta o colo. Mas o nó desatou.

Por mais que cresça ouvindo: a vida vai te mostrar quem é quem. Não estamos preparados pra isso. A gente nunca sabe de onde vem.

Ok. A vida mostra. Mostra mesmo. Ela escancara. Aponta, tira print, foto, marca nas redes sociais. Ela-te-mostra. E sabe o que de mais curioso têm nisso? Você quem decide se quer ver ou não. Tá em você o poder de querer essa/s pessoa/s ao seu lado. Pensa bem quando isso acontecer.

Às vezes, a gente precisa se fingir de morto pra se manter vivo. Precisamos nos desligar de algumas coisas, filtrar os nossos ouvidos e saber calar. É preciso. Mas, acima de tudo, é preciso, também, entender que pra viver a gente precisa se afastar de quem só nos traz morte.

Tem um filme que gosto muito, na verdade, uma saga – Jogos Vorazes. Em uma cena o personagem do presidente Snow pronuncia uma frase que nunca mais saiu da minha cabeça, desde a primeira vez que a ouvi no cinema:

São as pessoas que mais amamos que nos destroem.

Toda vez que a decepção ocorre a situação sempre me leva pra essa cena. E me sinto até um pouco culpado. Talvez, coloquei tudo na balança e não consegui ver o que pesava mais. Talvez, eu precise ficar mais na minha. E, com certeza, eu preciso escolher melhor esses amores. Não é sempre que o amor consegue pagar a conta de uma decepção bem vivida.

Ah, mais uma coisa, não revide. O tempo cura.

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