decidi tomar as rédeas da situação

A gente nunca sabe quanto tempo o outro vai morar no coração, até o dia do: eu não aguento mais. Ao que me parece, esse dia chegou. O dia em que as lembranças foram supridas.

Acordei com uma ardência no peito e olhos marejados. Saudade chegando junto ao tempo nublado. As manhãs frias sempre me remetem à café com essência de amêndoas e um abraço quente pra aguentar o dia.

Era uma rotina gostosa de sentir. Nem todos os dias eram assim, mas os dias em que isso acontecia eram milagrosos. Tudo dava certo. Fluía. Flutuava.

Dizer que a saudade machuca não é nenhuma novidade. Dizer que a gente não está acostumado com finais, também não é. Novidade mesmo é quando você se dá conta de que acabou. A corda foi mesmo cortada e… adeus.

Por falar nisso, me lembrei que teu silêncio foi o grito de adeus mais ensurdecedor que já ouvi. Fiquei paralisado por um tempo. Dias. Semanas. Meses.

Teu contato ficou guardado com as mesmas palavras de carinho que carregávamos durante o tempo que ficamos juntos. Mas hoje, acabou.

Busquei no armário, nas gavetas e atrás do sofá tudo o que eu sentia com relação a isso. Acabou e eu continuei vivo. Acabou e entendi que depois do fim o jogo continua.

Hoje to tirando você de vez de dentro de mim. Numa manhã nublada em que a saudade bateu e não apanhei. Tomando as rédeas da situação. Estou tirando a palavra “amor” do seu contato no meu telefone.

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