Em dias cinzas, sou cor

Preciso de mim muito mais do que você. Por isso, mesmo usando a jaqueta jeans azul que você me deu, não sinto que pertencemos mais a você. De nenhum modo. É como se hoje fosse o ultimato.

Num dia cinza e de garoa, dentro de mim, pela primeira vez, só existe luz e brilho. Na verdade acho que aqui dentro existe amor. Mas não é qualquer amor. É amor meu. Amor próprio.

Preciso estar com alguém que me queira por completo. Clichê é dizer que metades não me satisfazem, mas é verdade. Preciso de alguém que me ajude a acordar, levantar e construir.

Estar acompanhado de alguém que vai e volta quando bem entende, não me ajuda a ser constante. Essas pausas não me fazem bem. As paredes ficam sem acabamento e não há segurança para se pendurar uma lembrança.

Preciso estar inteiro e revestido de amor. De novo; amor meu, amor próprio. E isso é algo que só consigo construir sozinho (solitude). Doeu te ver indo embora. Só não doeu tanto quanto eu descobri que você não precisava mais de mim. Mas há quem precise. Sou eu.

Aprendi que não posso depositar em ninguém a expectativa de ser feliz. Tudo é particular, singular e próprio.

Quando tudo desmoronar – de novo – estarei sozinho.

É isso.
Se abrace.
Se segure.
Tá vindo mais por aí.
Vamos torcer para que seja um novo amor.

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