amores ao sol, lucão

Querido diário,

Não costumo escrever resenhas, muito menos de livros. Sempre achei difícil julgar uma obra. Mas quero dividir tudo o que se passa dentro de mim nesse mesmo instante em que fechei pela última vez Amores ao Sol, de Lucão. Meu vizinho de estado que tem uma parte do meu coração e nem sabe rs.

Tive a oportunidade de participar de uma Jornada, em 2011, no verão calorento da Espanha. Foi a melhor experiência da minha vida até hoje. Me recordo do cansaço exaustivo que fazia meu corpo tremer por inteiro, principalmente numa caminhada longa que fizemos até o local da vigília com o Papa Bento XVI. Mas um dos lugares que visitamos e mais me traz saudade é Santiago de Compostela.

Andei muito pouco dentro daquele caminho tão famoso, que é o cenário desse romance, e uma vista sempre me volta à memória quando lembro da viagem. Não sei onde era, mas lembro piamente de gramas secas que brilhavam dourado ao toque do sol e um vale verde atrás delas. Aquela cidade sempre esteve nos meus sonhos e voltar lá ainda é um desejo… que Lucão realizou.

Enquanto lia, estava no início de uma nova jornada de trabalho. Realizada pela nova conquista e empolgada com as novas pessoas ao meu redor. O clima seco e quente me acompanhavam na leitura e nas subidas de bicicleta do trabalho até a rodoviária, onde embarco para voltar pra casa.

Comecei essa minha empreitada tão empolgada quanto Luca, sem saber o que me esperava… conforme ele caminhava, eu trabalhava e voltada de bicicleta. De repente o sol estava maltratando nos dois e as dores nas pernas foram conversando entre si. Nunca eu e um personagem estivemos tão unidos.

Meus novos desafios se completaram aos desafios do personagem, ele se envolveu com Rodrigo assim como eu me envolvia com Luca. Personagens bem construídos que me deixaram maluca. É. Fiquei doidinha. Luca querendo saber de Rodrigo e eu, dele.

Entre passadas no caminho do personagem e minhas pedaladas, as palavras de Luca me faziam olhar diferente para o meu caminho diário da volta para casa. Gosto de livros assim, que te envolvem como fazem as poesias! Te obrigam, sem querer, a olhar pra dentro e para fora com mais beleza.

As últimas páginas não queriam ser lidas, meu peito estava prevendo um desfecho maravilhoso, como de fato acontece, ainda mais por conhecer a Catedral de Compostela. Senti falta de mais descrição dela, que pelas minhas lembranças é linda aos olhos dos apaixonados por arquiteturas e suas histórias.

Indico essa leitura para todos e caso não seja religioso, não se preocupe. Lucão deixa bem claro que é ateu e mesmo assim viveu uma experiência incrível naquele lugar. A leitura é gostosa, tentem.

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