me salve da ansiedade

Dentre as diversas situações inusitadas que me ocorrem, as que realçam minhas fraquezas são as que menos consigo lidar. Espero minha mente absorver o significado de todas elas, mas nem consigo aguentar esta espera longa e rica em detalhes. Minha ansiedade me arranha por dentro, ferem sem que eu perceba e quando me deságuo esses riscos me ardem. Tento ser paciente. É difícil.

Estou começando a aceitar que as crises estão mais fortes, mais frequentes. Havia superado, já faz meses desde a última mais forte. Perdida dentro de mim mesma. Não sei para onde remar, para onde ir, o que seguir, o que pensar… eu deveria pensar assim? Por que estou falando sobre isso? E sozinha?

Tantos pensamentos me brotam na mente. Consigo visualizar quase todos eles, o que deixa meus olhos vidrados em tanta informação. E por tanta informação mental, minha mente trava, me desespero. Choro. Como quem está perdendo um ente querido. Como quem foi abandonado na solidão que guarda em si e não sabe mais sorrir. Eu sempre gostei de sorrir.

Hoje acordei com um peso tão grande nas costas que só queria ser invisível novamente. Queria passar despercebida por entre a multidão. Queria que desaprendessem meu nome. Ficar deitada, no máximo vendo algum filme que me traga pensamentos novos que questionem minhas certezas e que me faça chorar.

Eu gosto de chorar.

É como lavar meus arranhões que ardem. Eu gosto quando eles ardem. Porque me faz sentir viva, mesmo que de uma forma macabra. Eu gosto de sentir isso às vezes. Me torna humana. Minha humanidade me faz perceber que talvez outras pessoas também estejam perdidas dentro de si, e eu quero fazer companhia a todas elas.

Mas me sufoquei. Enquanto descrevo isso estou sufocada. Parece que todos os meus pensamentos me entalaram e não consigo respirar. Estou sem fôlego. Só quero chorar. O tempo parece não passar. Estou me afogando. Não quero nadar. Me deixe por enquanto, depois tente me salvar. Talvez consiga, talvez ela vença… a maldita ansiedade.

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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