da próxima vez, me diga

Dá próxima vez que lembrar de nós, me diga. Diga o que foi bom, me diga que amou sem limites… que tivemos uma grande história. Vivemos, foi maravilhoso, mas acabou e tudo bem. Parte de mim não entende e a outra parte é grata, eu adoro grandes histórias de amor. A nossa não é diferente.

Hoje eu consigo viver sem teus beijos, sem teu riso, não choro mais. A vontade de enfiar todos os dedos na garganta para expulsar qualquer sentimento ao ouvir teu nome não existe mais. Nem preciso saber onde vais, seja onde for. Nem quero ir atrás.

A noite está vazia desde que não voltastes, mas já não sonho acordada. Caetano não me faz, mais, me perguntar por que me deixas tão solta e por que não colas em mim. Realmente, nunca quis ser tua dona… Queria que entendesse que eu poderia ser tua morada, teu pouso, teu cuidado. Me esquecestes e outro já me ganha.

As palavras não saem mais da minha boca porque escolhi não doá-las ao vento que era tu. Eu as guardo. Como quem guarda segredo de morte. Como quem jura usando nomes divinos.

E enquanto os homens lutam pela podridão de sua sociedade morta, burguesa, desesperada e zumbi, eu vivo a poesia da natureza que me rodeia. Vivo os olhares de quem sofre e os sorrisos de quem se felicita. Vivo a dor dos que nada tem e as conquistas dos poderosos. E pergunto… Pergunto bastante sobre o céu, a terra e o mar.

Se é Iemanjá ou se é Cristo, não me importa. A vida tem um sentido hoje e não é mais você. Que engraçado enxergar minhas conquistas intelectuais que nasceram porque permiti, sem que houvessem pessoas passageiras envolvidas.

É… você está perdendo a mulher que me tornei. Se bem que, do jeito que encaro a vida hoje, já não te encaixarias mais em mim.

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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