à primeira vista

Alguns passos que dei me trouxeram a lugares impensáveis a mim. Podaram-me as asas, tiraram-me o pouco que queria, esfriaram minha pele à arrepio. De tanto me privar ou permitir que o fizessem, me rendi. Quase com o mesmo esforço ao qual respirar requer. Contudo, minha alma aventureira me recordou, à memória, que muito me alegra a um novo amor.

Tudo era ausência até que chegastes, tudo era lacrado, engavetado, até que veio e libertou o coração que, até então, apenas pulsava sangue por obrigação. Este, tão alegre, passou a pulsar com mais vontade, num ritmo de samba e bossa.

Criei asas, voei. Quando dei por mim estava aqui.

Percebi que já não era apenas paixão, nada da boca pra fora, mas também, nada imaturo. Agora a certeza de vontades distintas, de pensamentos conflitantes e de vivências discrepantes, me faziam gostar ainda mais desse sentimento.

Somos diferentes pelo simples fato do ser humano ser complexo e cheio de detalhes e contextos. Há beleza nisto, essa mistura de ansiedade e receio. Essa sede pela boca tua e pelo calor que nossos corpos hão de trocar.

Viver é uma coisa maluca. Se apaixonar então…

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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