desabafo da madrugada

Querido diário,

Eis que estava a pensar em como seria uma carta minha, aos setenta e cinco anos, para o meu eu de agora e me deparei com alguns aprendizados que não sei quais serão, mas imagino que sejam fortes. Percebi que provavelmente não terei meus pais comigo e que muitos colegas de hoje nem farão mais parte da minha vida. É maluco perceber como tudo é passageiro, até as pessoas.

Sou extremamente intensa e aventureira, sagitariana né?, e sempre vivo tudo cem por cento. Fico me perguntando os efeitos disso a longo prazo… será que algum dia me cansarei de ser assim? E se sofrer mais do que já sofri nesses vinte e cinco anos e nem estiver preparada?

Eu não sei lidar com perdas quando envolve amor e agora, pensando como se já estivesse cinquenta anos à frente, só consigo pensar em algumas poucas pessoas que eu não posso imaginar viver sem: meus pais e um grande amigo (que considero irmão gêmeo de alma). Será que em 50 anos eles ainda serão parte de mim? Digo, meus pais são toda a minha família e meu amigo, bem, é o irmão que nasceu de outra barriga.

Como será que o mundo estará? Os religiosos a minha volta vivem maldizendo essa geração por estar “completamente perdida”, mas e as próximas? E como o mundo estará referente a tecnologias? Se já me sinto fora da caixa quando vejo os adolescentes conversarem, como vou me sentir nessa época?

Nossa! E a minha profissão? Escolhi o jornalismo em pleno auge de sua queda brasileira, as pessoas não confiam na imprensa hoje… duvido que isso se conserte em 50 anos. Será que teremos um retorno aos séculos passados, artisticamente falando? Um retorno à mãe natureza e às belezas que os olhos de artistas plásticos, músicos clássicos e escritores sabiam bem?

Não nego. Estou aos prantos. Intensa, já sabem…

Vagueando em pensamentos sobre o futuro, retorno a mente ao momento atual… preciso finalizar projetos, começar tantos outros, preciso acreditar tanto em mim agora. Será que isso terá reflexo um dia? Espero poder lembrar desse hoje, daqui 50 anos! Dar um tchau em memória para essa chorona que escreve palavras tão bobas e que acredita fielmente que ninguém lerá.

Acho que em um futuro próximo, mais do que imagino, as coisas comecem a dar certo. Uma hora isso precisa acontecer,  então, espero que logo.

Por manter um número quase inexistente de interação em redes sociais, acabo não confiando no meu potencial por aqui, isso desanima e me bloqueia. Tantas ideias de textos, crônicas, poesias, músicas, vídeos… mas sem nenhuma vontade de colocar pra fora porque não parece que teria quem olhar isso tudo. Crises.

Espero que em cinquenta anos eu possa confiar tanto em mim que ria desse momento agora, e prove a mim mesma que sempre fui capaz. Porque somos capazes de tudo o que sonhamos.

Espero acordar amanhã lembrando disso e pondo em prática meus sonhos. Vai que esse desabafo me ajude a acreditar que sim, eu posso e eu consigo?

Mas me diz aqui, tu gosta do meu conteúdo? Por que? Me ajuda a ter mais motivação, please!

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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