sobre como os relacionamentos deveriam ser

Estava pensando sobre meus relacionamentos passados e como mudei minha forma de ver e viver algo hoje. Me deparei com um salto enorme de pensamento e uma vontade diferente de viver com alguém ao lado.

Mesmo ainda sendo a pessoa mais romântica que conheço, meu racional está apurado. Já parou para refletir como nos deixamos levar por negativismo, corrupção ética e pensamentos ruins sobre uma pessoa? Perceber isso me fez parar de reproduzir tudo e qualquer coisa e comecei a me questionar mais sobre o que me rodeia.

Quando estou na rua, ando tentando ver o lado positivo das coisas (seja trânsito parado ou uma árvore diferente), esse treinamento vem me condicionando a estimular a percepção de coisas boas da vida sem que a reclamação ou murmuração possam ter espaço.

O que quero dizer é que, pensar no lado bom das coisas faz a gente superar as ruins, ajuda a não ver sempre o lado negativo e a ter mais períodos de felicidade num dia. Depois que comecei a treinar meus pensamentos dessa forma, o jeito que me relaciono com as pessoas (amorosamente ou não) também mudou muito.

Antigamente, eu sentia a necessidade de saber onde a pessoa estava, com quem, a que horas ia embora e por que não estava comigo. O ciúmes era contínuo, as brigas também. Desde que comecei a questionar meus pensamentos ruins e a forçá-los a me deixarem, tenho tido mais empatia pelas pessoas e automaticamente, mais zelo por quem me envolvo e convivo.

Esse comportamento também me fez perceber o que me magoa nas pessoas e que o efeito dessas mágoas é minha aspereza e agressividade, surgindo assim um tratamento ríspido. Sabendo disso, agora eu posso prever quando ficarei com raiva por alguma atitude ou fala, antecipar um sentimento ruim e ignorá-lo. É difícil, eu não domino muito bem e às vezes eu até prefiro sentir a raiva por alguns segundos. Mas isso tem me privado de muita briga ou me feito racionalizar o sentimento para que, caso decida conversar, seja mais direta e focada nos motivos da situação.

A racionalidade vem sendo mais frequente, consigo prever algumas atitudes minhas e respirar fundo antes. Consigo dizer para a pessoa que gosto, todas as coisas mais fofas que uma romântica falaria, mas na leveza da liberdade. Entendi que escolher falar e não precisar ouvir era o principal. Ninguém precisa repetir o que eu faço só porque eu acho merecer, às vezes esse equilíbrio é o que faz um casal ficar junto.

Lembro que sempre cobrava mais romantismo dos meus namorados, até que tive um tão meloso quanto eu. Acabou que, por diversas vezes, eu perdia a paciência com tanta cobrança na resposta dos sentimentos. Hoje, me envolvendo com outra pessoa, vejo que eu gosto de escrever pequenos textos românticos, mas ao mesmo tempo quebro o clima com alguma mensagem que só duas pessoas com muita intimidade compartilhariam. Isso nos dá liberdade, nos traz momentos de alegria e descontração e ao mesmo tempo parece fortalecer o sentimento. Acho que isso está ligado à amizade de modo geral.

O pensamento mudou. Quero um melhor amigo que eu consiga compartilhar tudo o que sinto ou penso e, na mesma medida, um homem que seja amante. Ando acreditando que esse é o segredo para um relacionamento.

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Escrito por

Estudante de Jornalismo e brasiliense. Apaixonada por cinema, literatura, música, culinária e beleza. Com família paraense, das raízes indígenas, se criou em Brasília onde pode descobrir mais sobre o mundo e se apaixonou pela profissão que escolheu. Criou o Diário em 2014, quando decidiu manter vivas as poesias que mantinha em cadernos por anos.

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