terminamos e ela já está com outro

Olá, loucos leitores! Percebi onde consegui chegar com o post de quase três anos atrás sobre relacionamentos, ultrapassando mais de 10 mil visualizações nele levando este blog a outro patamar. A maioria o leu por encontrá-lo em pesquisas do Google. Sim! As pessoas pesquisam este assunto com mais frequência do que podem imaginar. Por isso, resolvi trazer o tema novamente com uma repaginada e com minha visão após amadurecimento neste assunto.

Caso você tenha terminado com alguém e logo assumiu outro relacionamento sentindo-se culpado ou julgado, leia esse texto. Mas caso você seja a pessoa que se sente traída, senta aqui e vamos conversar.

Quando escrevi o texto “é errado terminar um relacionamento e logo começar outro?”, havia terminado uma história de quase três anos onde vivi coisas maravilhosas e coisas ruins.

Sempre fui muito sentimental e romântica, isso sempre atrapalhou o rapaz com quem me relacionei e ele nunca sabia muito bem como lidar comigo. Não que seja difícil conviver comigo, quer dizer, ao menos não acho. Me adapto fácil de mais à vida dos outros, fica até inevitável reconhecer meus gostos porque passo a “respirar” tudo o que o outro é (por achá-lo tão incrível). Escuto as músicas que o cara gosta, leio notícias de assuntos que ele gosta, entro numa onda muito louca de dedicação em desbravar o mundo/universo de quem me relaciono simplesmente porque GOSTO E QUERO. O problema é que algumas pessoas não enxergam isso de forma positiva, como penso ter sido o caso dele.

Talvez eu o tenha sufocado por querer saber tanto sobre seus pensamentos ou por querer curtir todos os segundos juntos e somente na companhia do outro. Tentar olhar o mundo pelos olhos de quem você se envolve é muito atrativo para mim, até porque me inspira muito em novos textos.

O lance é que ele não era muito bom em corresponder aos meus sentimentos da forma que eu achava que deveria. De verdade, acho que ele me fez um elogio durante os três anos que ficamos juntos. Enquanto brincadeiras sobre mim eram frequentes e espontâneas. Ele costumava reclamava muito mais das coisas que eu fazia ou como agia, raramente tentava me entender, mas isso era o que eu sentia. Talvez ele tenha tentado, mas no silêncio e quietude que ele optou em viver. Isso é bem difícil de saber porque quando não externalizamos os sentimentos e/ou pensamentos, a outra pessoa pode tirar conclusões equivocadas sobre nós.

Eu já não estava feliz naquele relacionamento, sentia que eu não me conhecia mais. Meus gostos já nem eram importantes para mim mesma justamente por querer viver o que o outro vivia, eu tentava por todas as formas ser alguém que ele gostaria. Mas isso não foi bom. Me perdi de mim, me esqueci. Não sabia mais o que queria da vida, onde aquele relacionamento iria dar e nem porque estava com ele.

Me lembro que os eventos, shows e casa de amigos que íamos eram sempre as escolhas dele. Quando eu queria muito fazer algo, sentia que ele não dava tanta importância. Até porque a única coisa que nunca mudou em mim foi a paixão por livros, filmes antigos e músicas dos anos 50 a 90.

Algo bem distante, também, eram nossos projetos de vida e carreira profissional. Eu sempre quis viver da escrita e, até então, eu dedicava muitos dos meus textos e contos daqui para ele (que ele acabou confessando ser meu leitor frequente). O problema é que essa sempre foi a única coisa que eu sabia querer e minha descoberta por meus gostos e projetos não aconteceu ao lado dele, isso só aconteceu recentemente.

Indo direto ao ponto, às vezes nós não somos o nosso melhor com aquela pessoa e isso não tem a ver com ela. Existem confusões internas que não devem ser pressionadas ou acabam funcionando como gatilho para decisões equivocadas, ou até mesmo para uma depressão. Nos últimos meses de namoro, me senti muito pressionada principalmente por ser quase três anos mais velha que ele. Minha criação de filha única foi muito severa e preservada, meus pais nunca me deixaram fazer muitas coisas e nem me permitiram correr atrás de sonhos que julgavam ser impossíveis. Isso com certeza atrapalhou meu desenvolvimento pessoal e minhas descobertas de vida, mas até que ponto um namorado deveria me pressionar que me encontrasse logo? Cada ser humano tem seu tempo.

De uma certa forma, as conversas que tínhamos eram boas. O problema é que eu me sentia tão sufocada com tanta gente me cobrando tanta coisa que a única coisa que sentia vontade era: me trancar no quarto ouvindo músicas depressivas e chorando. Talvez isso classifique meu relacionamento como abusivo, mas é a única coisa que vejo se encaixar nessa forma tóxica de envolvimento.

Bom, escutar que alguém não quer mais nossa companhia não deve ser visto como ruim, porque se você sabe que se dedicou e o outro não te quer mais como companhia para dividir a vida é porque ela tem razões pessoais para esta decisão. Você pode nunca saber os motivos, mas é importante respeitar a decisão. A gente precisa entender que para amar não é preciso se relacionar. Você pode continuar desejando o bem e esperando que a pessoa conquiste as coisas que tanto sonhou, mesmo longe de você.

O problema é que algumas pessoas resolvem simplesmente não aceitar um término, saem difamando o ex companheiro, apontando somente os defeitos ou os momentos ruins e esse é o pior erro. Não é porque você foi feliz com alguém e ele não quer mais estar contigo que invalida tudo o que vocês viveram juntos, ou que isso lhe dê o direito de maldizer o outro. O mínimo que deve existir entre ex parceiros é RESPEITO.

É preciso ter maturidade para entender que a vida caminha para lados que não esperamos, assim como os sentimentos. Nós planejamos que namoros durem, se tornem casamento ou que você viva com a pessoa por perto até os últimos dias de vida, mas precisamos estar preparados caso nada disso aconteça.

A culpa não é sua se o teu relacionamento chegou ao fim, se os planos de vida de cada um os distanciou ou se algum desentendimento surgiu. Seres humanos são muito difíceis de ler… nós somos subjetivos, somos únicos, somos diferentes. Nossa mudança interna é diária, nunca seremos o mesmo de ontem ou do último ano. Eu mesma já mudei do último mês pra cá!

Entenda o final do teu relacionamento e encare a realidade que o fez terminar. Quando você percebe esses detalhes você não fica tão incomodado caso a pessoa tenha outro companheiro logo após você. Talvez o relacionamento deles nem dure, ou talvez aquela seja a pessoa certa pra estar com seu/sua ex.

Sabe, nós não somos os melhores do mundo. Você não é o centro do universo e as pessoas não dão a mínima importância pra ti, não como você se dá. Não é porque você se acha maravilhosa que todo mundo vai achar. E TÁ TUDO BEM!

Não nascemos para agradar a todos. Não nos apaixonamos para durar a vida toda. Não somos os mesmos pra sempre. Não somos o centro do mundo.

Precisamos aceitar que podemos ser a pessoa errada para alguém que amamos.

Não julgue o outro por entrar num relacionamento rápido de mais (segundo sua opinião). Nossas vidas andam de formas diferentes, para lados diferentes. Não existem só duas formas de viver, é preciso aceitar isso. Tá tudo bem se a pessoa já tem outro, você pode conhecer alguém que lhe faça muito mais feliz também. Tente ver que a história boa que você teve não foi nem o começo de um relacionamento bom mesmo pra você. No próximo relacionamento viva intensamente, se jogue, se envolva de corpo e alma e perceba que os momentos bons são eternos na memória e que conhecer outra pessoa é muito melhor que se obrigar a continuar triste ou revoltado por outro.

Em outras palavras, esqueça de uma vez o que foi embora. Olhe pra frente, a vida lhe guarda grandes momentos!

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2 comentários em “terminamos e ela já está com outro

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